quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SÃO FÉLIX, NOVO
PATRIMÔNIO NACIONAL


Até o dia 04 de novembro de 2010 a cidade de São Félix não era considerada patrimônio nacional. No Rio do Janeiro, os 22 membros do IPHAN decidiram tombar a cidade. A estrutura colonial dos séculos XVII e XVIII, a linha do trem, a estação ferroviária, os prédios das antigas fábricas de charuto, enfim, toda a história da cidade, que já foi até chamada no passado de Cidade Industrial, foram fatores determinantes para a decisão. Já a cidade histórica Cachoeira é tombada há muito tempo. Desde 1971 o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – considerou a cidade como patrimônio histórico.
Muitas pessoas se surpreenderam ao saber que a cidade histórica não era tombada pelo IPHAN. Grande parte do patrimônio já está deteriorada, reformada de forma maismoderna ou perdida.
A composição Cachoeira - São Félix unidas pela ponte Dom Pedro II e o carregado caráter colonial das cidades – como trem, a estação, as fachadas, principalmente das orlas – transportam a todos a um Recôncavo Baiano do século XVIII e XIX.
A notícia alivia muito as pessoas que se preocupavam como futuro histórico de São Félix. “Tenho medo de tudo isso se perder, cada prédio, cada construção nos conta uma história”, afirma Cida, moradora de São Félix. Mas infelizmente, era exatamente que isso iria acontecer se o órgão responsável não protegesse os monumentos. Pois, com os avanços, as tecnologias e as novas mentes que despontam, o futuro paisagístico da cidade estaria comprometido.
Como a maioria das cidades históricas, fundada por motivos econômicos e pelo desenvolvimento do país, com o passar dos séculos São Félix se transformou em uma referência artística e histórica da região.
São Félix exerceu um papel importante no período de lutas pela Independência da Bahia e durante o século XIX alcançou o ápice do desenvolvimento industrial com a produção de fumo. A partir de então, várias fábricas de charuto se instalaram na cidade. Algumas dessas fábricas de charuto ainda estão em funcionamento, como o Dannemamm – que também é um espaço cultural utilizado para exposições artísticas e culturais.
 Bárbara Rocha

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