segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


ALMOÇANDO EM FAMÍLIA
NA CASA DE DONA MIRALVA

   
A humilde casa que pode ser  chamada de restaurante da Dona Miralva, é localizada na saída pra Feira de Santana e Salvador,e é famosa por sua comida caseira e de boa qualidade.Dona Miralva além de dispor uma excelente comida,abre sua casa para os seus clientes que são na maioria das vezes estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
   Miralva Pereira Lima começou a vender almoços em 2007 e abriu sua casa para servir aos estudantes uma comida caseira. Depois que ela casou parou de trabalhar como enfermeira,logo depois se separou do marido, e começou a vender lanches.Desse modo acabou achando um modo de sobrevivência.Já fazia lanches pra ajudar o marido e começou a vender lanche na porta de sua casa.
-Os servidores da faculdade  me procuravam para comprar  lanches e me sugeriram vender almoços-relatou Miralva- Comecei com oito clientes, os servidores da faculdade que naquela época era no colégio estadual,e depois começaram a chegar os alunos.
   Sem capital de giro sem nada,Miralva produzia o almoço com o que ganhava,comprava o material e fazia. As dificuldades eram tão grandes que no começo  os estudantes da UFRB que não tinham condições de pagar cinco reais em um almoço pediam pra Dona Miralva fazer mais barato
-Eles chegavam aqui no restaurante e falavam: “Ô Dona Miralva faz três reais de almoço pra mim,que eu não tenho como pagar mais”-relatou Miralva.
   Dona Miralva conta com a ajuda de sua filha Gabriela Lima dos Santos mais conhecida como Gabi, que é uma espécie de ajudante e garçonete do estabelecimento.
-Agente tem uma meta, eu faço curso de enfermagem e é desse dinheiro que agente paga ele e os custos da casa- disse Gabriela - Eu gosto de ajudar a minha mãe a servir o almoço.Todo dia agente acordar 5 horas da manha pra fazer lanches de encomendas.
   Entra ano, sai ano, e sua clientela que é geralmente da UFRB vai aumentando.Ela já teve muitos clientes que já almoçaram lá,alguns somem depois aparecem, outros não voltam nunca mais.Ela tem aqueles clientes que ele chama de “fiel”,como é o caso de Ivonaldo Lopes Mota,estudante do quinto semestre do curso de Cinema da UFRB que  almoça no restaurante diariamente há mais de dois anos.Hoje Miralva tem em média 30 clientes “fieis” sem contar com os que só aparecem as vezes.
-Aqui é bacana porque a comida é caseira e de qualidade, saborosa e a casa é um lugar bom assim pra interagir.Aqui é mais do que um comércio,aqui é uma troca solidária- disse Ivonaldo.
  Outra grande característica da casa de Dona Miralva é que os estudantes se sentem á vontade, como se estivesse em família, na sua própria casa,além também do preço acessível de sua comida.  Um bom exemplo disso é Robson Francisco Matos do Nascimento,estudante de História, sexto semestre,que já almoça em Dona Miralva há mais de um ano.
- Eu cheguei  aqui por intermédio de alguns amigos que moravam comigo.Eu gosto do almoço daqui porque é uma boa comida e é uma comida fresca- relatou Robson- O preço é acessível,o ambiente é bastante acolhedor nos dando a impressão que estamos em casa, assim suprimos  a saudade da nossa família.
  Dona Miralva fez recentemente o cadastrado de pessoa jurídica para se tornar micro-empreendedora.Ela pretende mudar,modificar renovar sua casa e aprimorar o negócio,ou seja transformar sua casa em um verdadeiro restaurante,embora ainda dependa muito de capital para isso.Futuramente ela quer colocar o restaurante de comida a quilo, e estipular um preço para cada quilo de comida.

Flávio Alves


Assistência Social na Educação é debatida em Fórum na UFRB

(Cachoeira) Aconteceu durante todo o dia da última terça-feira, dia 30, no Auditório Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Alves, o I Fórum Baiano de Serviço Social na Educação e o I encontro de Secretário de Educação. Os eventos tinham como objetivo discutir a inserção do profissional de Serviço Social nas escolas Municipais do Estado da Bahia.
Durante a manhã Joice Morais palestrou sobre a relação assistencial e a escola. Liane Monteiro relatou experiências positivas do Serviço Social na Escola. Pela tarde o evento teve a participação de Waldomiro Franco, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social, que apresentou palestra intitulada A Educação e a Assistência como Espaço de Direito. A professora Marcela Silva apresentou os números do Grupo de Trabalho de Serviço Social (GTSSEDU).
Criado há nove messes, o Grupo de trabalho promoveu cursos em Cachoeira, Feira de Santana e Salvador, nos quais já orientou mais de 700 pessoas, entre estudantes, professores, vereadores e outros cidadãos interessados em contribuir para o processo de construção da educação como um direito social fundamental.
A professora Marcela salienta que o interesse do GTSSEDU não é abrir mais frente de trabalho para o assistente social, mas sim defender a educação como direito social. Ela conta também o próximo passo do grupo de trabalho e conseguir espaço nas jornadas pedagógicas dos municípios do recôncavo baiano e assim iniciar novas parcerias.

Cinthia Tavares

EXPOSIÇÃO MOSTRA PEÇAS DE ARTESANATO PRODUZIDAS POR MULHERES CACHOEIRANAS




Cachoeira- As 25 alunas da oficina de artesanato promovida por um convênio entre pela Prefeitura Municipal de Cachoeira e o Instituto Mauá de Salvador abriram na sexta-feira dia 19 de novembro uma exposição com as peças produzidas ao longo do ano.
Na oficina, que acontece todas as tarde, de segunda a sexta as alunas aprendem crochê, pintura em tecidos, bonecas de lã, flores e bichinhos de sabonete. Ao final do curso, as alunas recebem um certificado.
A professora de Crochê, Marinalva Queiroz fala que aqui em Cachoeira o artesanato é desvalorizado.
As pessoas olham, acham bonitinho, mas não querem pagar o preço do trabalho.

Ela ainda diz que seria benéfico para os artesões cachoeiranos se na cidade houvesse um mercado municipal, onde fosse possível expor o artesanato feito em Cachoeira.

A exposição ficará aberta ao publico até o dia 22 de dezembro, no prédio da Secretária de Assistência Social onde ocorrem as aulas, localizado na Praça da Aclamação, próximo a Câmara Municipal de Cachoeira                                             

                                                                                                                           Cinthia Tavares




 

APRESENTANDO O MALABARISMO
E O MALABARISTA DA UFRB


  O aluno da UFRB, Emerson Roberto Dias Santos, 21 anos,segundo semestre do curso de cinema é um artista circense que trabalha na área de malabarismo.Freqüentemente ele se apresenta em shows alem de ministrar oficinas.Pode ser visto as vezes na própria universidade Emerson treinando e apresentando seu show de malabares.
  Embora existam muitos tipos de malabarismo, ele geralmente consiste em manter objetos no ar, lançando e executando manobras e truques. Também existem malabarismos onde só se manipulam objetos em contato com o corpo.
  Os malabares de lançamentos mais comum são bolinhas, que normalmente são apresentadas em três, entretanto podem ser executados com pinos de boliche, pedaços de madeiras e objetos com fogo.
-Malabarismo evita o stress,é uma arte de superação própria sendo você contra você mesmo- disse Emerson- A depender da modalidade você acaba criando resistência física, a clave por exemplo necessita de um bom trabalho braçal.O malabaris também aumenta a visão periférica
   Malabarismo também pode ser considerado como uma arte que manipula objetos sem deixá-los cair.Existem vários tipos de malabares,apesar de muitos pensarem que tratam se apenas de bolinhas e claves.Diabolo,contato,devil stick, flower stick,staff,swing poi são outros tipos de malabares..
   Foi no bairro Costa Azul em Salvador onde Emerson começou a praticar,junto com alguns amigos que trabalhavam também na área.Depois disso ele não parou mais de trabalhar com essa arte.
-Comecei na praia de Jardim de Alá,como um grande desafio.Achava impossível controlar três bolinhas,manipular o fogo e outras peripécias- relatou Emerson- Conheci Yerko(Joker malabares) e Dery(Malarabares mágicos) e comecei a trabalhar com as ambas trupes.
  Emerson trabalha com malabares a três anos e não quer parar com arte tão cedo.Atualmente Emerson tem um projeto com a banda escola Pública da UFRB composta por alunos de cinema e de artes visuais, por sua maioria.A escola publica já trabalhou em cruz das almas,tem show marcado em Feira de Santana e vai se apresentar na bienal de Cachoeira.
 Flávio Alves

EM BUSCA DE UM OBJETIVO

ATRAVÉS DE DUAS VIDAS

O estudante Endric Passos Matos, de 19 anos, tem uma rotina diferente, ele estuda em duas universidades ao mesmo tempo.Na Faculdade da Adventista da Bahia, ele presta o quarto período de enfermagem e na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, o segundo semestre de Gestão Publica.Seu  objetivo com essa vida dupla é de se formar e trabalhar em ambas as áreas.
     Endric que em 2009 foi aprovado no vestibular da Faculdade Adventista da Bahia para o curso de Enfermagem,saiu de Jacobina sua cidade natal para prestar o curso.Atualmente ele está cursando o quarto período do curso, sendo monitor bolsista de duas disciplinas básicas do curso.
-Eu sempre tive certeza que eu queria fazer Enfermagem,desde o ensino médio-disse Endric-Para que pudesse tomar essa decisão tive influências de amigos e familiares.
   Além disso Endric participa de projetos de pesquisa e extensão na Faculdade Adventista da Bahia,elaborando artigos científicos na área de saúde coletiva e apresentando os resumos desses trabalhos em congressos,sendo que o ultimo artigo que apresentou foi primeiro lugar na categoria oral.
No ano de 2010 Endric ingressou na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia através do Enem,optando pelo curso de Gestão Publica, onde hoje ele já está no segundo semestre
- Resolvi optar por Gestão Publica, porque tive um contato com a realidade da saúde, e me identifiquei muito mais com o seguimento da gestão do SUS, com as políticas de saúde, do que propriamente a assistência- declarou Endric.
   Endric reside no povoado de Capoeruçu, onde está localizada a Faculdade Adventista  da Bahia, local onde ele todos os dias pela manha e pela tarde realiza suas atividades acadêmicas.A noite ele se desloca para Cachoeira,cidade onde se reside a UFRB para cursar as matérias do curso de Gestão Pública.
-Essa rotina é exaustiva, no entanto eu tento ser organizado,disciplinando todo meu tempo,não deixando nada acumular-declarou Endric- Para isso é preciso viver uma vida de renúncias,pois em meio a tantas atividades acaba sobrando pouco tempo para o lazer.
   O estudante ao cursar os dois cursos ao mesmo tempo, tem o objetivo de atuar no segmento da gestão da saúde,como gerir um Hospital ou uma secretária de saúde
-Conhecendo a deficiência de profissionais pouco qualificados que atuam nesses serviços, que na maioria das vezes exercem esse papel por influencia política ou privilégios de amizade,busco estar melhor preparado para realizar esses serviços- disse Endric.
  Coincidentemente no ano de 2012, Endric se formará tanto no curso de Enfermagem quanto no curso de Gestão Publica.Logo após que se formar ele atuará nos dois ramos e pretende se especializar em Saúde Publica.

Flávio Alves

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SÃO FÉLIX, NOVO
PATRIMÔNIO NACIONAL


Até o dia 04 de novembro de 2010 a cidade de São Félix não era considerada patrimônio nacional. No Rio do Janeiro, os 22 membros do IPHAN decidiram tombar a cidade. A estrutura colonial dos séculos XVII e XVIII, a linha do trem, a estação ferroviária, os prédios das antigas fábricas de charuto, enfim, toda a história da cidade, que já foi até chamada no passado de Cidade Industrial, foram fatores determinantes para a decisão. Já a cidade histórica Cachoeira é tombada há muito tempo. Desde 1971 o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – considerou a cidade como patrimônio histórico.
Muitas pessoas se surpreenderam ao saber que a cidade histórica não era tombada pelo IPHAN. Grande parte do patrimônio já está deteriorada, reformada de forma maismoderna ou perdida.
A composição Cachoeira - São Félix unidas pela ponte Dom Pedro II e o carregado caráter colonial das cidades – como trem, a estação, as fachadas, principalmente das orlas – transportam a todos a um Recôncavo Baiano do século XVIII e XIX.
A notícia alivia muito as pessoas que se preocupavam como futuro histórico de São Félix. “Tenho medo de tudo isso se perder, cada prédio, cada construção nos conta uma história”, afirma Cida, moradora de São Félix. Mas infelizmente, era exatamente que isso iria acontecer se o órgão responsável não protegesse os monumentos. Pois, com os avanços, as tecnologias e as novas mentes que despontam, o futuro paisagístico da cidade estaria comprometido.
Como a maioria das cidades históricas, fundada por motivos econômicos e pelo desenvolvimento do país, com o passar dos séculos São Félix se transformou em uma referência artística e histórica da região.
São Félix exerceu um papel importante no período de lutas pela Independência da Bahia e durante o século XIX alcançou o ápice do desenvolvimento industrial com a produção de fumo. A partir de então, várias fábricas de charuto se instalaram na cidade. Algumas dessas fábricas de charuto ainda estão em funcionamento, como o Dannemamm – que também é um espaço cultural utilizado para exposições artísticas e culturais.
 Bárbara Rocha
COMÉRCIO EM CACHOEIRA
SOFRE TRANSFORMAÇÕES
Com a chegada da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – a cidade de Cachoeira sofreu muitas consequências em todos os seus setores. O principal setor atingido foi o comércio, pois vários lugares tiveram que sofrer alterações para atender aos estudantes. Mesmo que, para algumas pessoas, as mudanças não foram tão notórias.
Movimento no comércio de Cachoeira
A população se divide em opiniões, mas o julgamento que prevalece sobre os estudantes agindo no comércio pode se definir: “É uma boa influência. Para divulgar o comportamento do homem no comércio, ninguém melhor do que os estudantes. São eles que movimentam a cidade e ajudam a crescer”. Afirma o morador Milton Correia, 64, aposentado.
Há muitas visões sobre os resultados dos estudantes que vem morar em Cachoeira. Francisco Lopes, Encarregado de Salão do Supermercado Pereira analisou uma outra face da situação: “Com a chegada da Universidade, cresce todos os setores. Tudo melhora, porém, aumenta também a concorrência, as pessoas vêem o crescimento e migram. E muitos jovens pensam em se instalar aqui, fazerem seu próprio comércio. Esse crescimento é baseado em qualidades positivas e negativas”. Francisco se preocupa com a questão da migração de pessoas, muitas se fixam na cidade e tomam o espaço dos que se estabeleceram há mais tempo.
Ao ser entrevistado, o gerente de um dos maiores supermercados de Cachoeira, o senhor João, decorre sobre sua situação e enfatiza: “Aqui não mudou muito, não surtiu quase nenhum efeito. A gente vê movimento na rua, nos bares, no posto de gasolina, e muito nas pensões. Mas aqui dentro não sofreu alteração nenhuma. As famílias já vêm com os carros lotados de mercadorias. Fazem compras em outros supermercados, como o Bom Preço em outras cidades, e acabam não comprando no comércio local”.
Ao ser perguntado sobre pesquisas específicas, sobre dados que comprovassem as informações, o senhor João afirma: “Nossa pesquisa é o caixa! A questão é se vendeu ou não vendeu. E vemos que o resultado é o mesmo desde muito tempo”.
Para traçar um paralelo, foi perguntado ao dono de uma lanchonete – que se localiza em frente à UFRB – os efeitos em seu comércio, e ele garante: “O meu comércio cresceu muito. A demanda é ótima. Tenho uma clientela certa. Com os alunos, o crescimento aumentou muito”. Antônio Carlos, dono da Lanchonete CD Lanches, ainda acrescenta: “Pude aumentar minha lanchonete, fazer umas reformas para dar mais espaço e melhorar para todo mundo”.
O estudante Josenildo Júnior, do II semestre de Gestão Pública da UFRB, tem uma visão crítica da atual situação de todos os estudantes, e deu o seu parecer sobre o caso, sendo um recente morador de Cachoeira: “O que mais prejudica é a falta de estrutura, muita bagunça, desajuste. Existe o monopólio dos serviços, uma coisa que não existe onde eu morava, lá é diversificado. E aqui também não há um bom atendimento, é um povo fechado, não tratam bem os consumidores. Merecemos, pelo menos, um pouco de respeito”. Mostra sua indignação ao perceber que mesmo com o aumento crescente de pessoas vindo morar na cidade, as demandas mercantis continuam praticamente as mesmas.
Como toda mudança, em qualquer lugar, sempre alguns lucram mais que outros. Vários domínios foram atingidos com as transformações em Cachoeira, quem mora aqui há mais tempo pode confirmar que não é mais o mesmo episódio que se repete. Muitos comércios cresceram, principalmente os pequenos, que estão se abrangendo, e muitas grandes propriedades de mercado não estão satisfeitos com as decorrências, pois tinham em mente uma grande expectativa e acabaram frustrados.

Bárbara Rocha