sábado, 23 de outubro de 2010

CARÊNCIA DE ÔNIBUS
DIFICULTA LOCOMOÇÃO

A demanda de transporte rodoviário de Cachoeira sempre foi precária, mas o problema se agravou principalmente com a instalação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com a chegada dos estudantes aumentou o fluxo nas rodoviárias, provocando uma nova rotina de deslocamento. Mesmo assim, apenas uma empresa rodoviária atua na cidade, não atendendo a demanda local.
A atual empresa que opera na cidade de Cachoeira é a Viação Santana que disponibiliza linhas para três cidades consideradas terminal rodoviário do estado: Feira de Santana, Salvador e Santo Antônio de Jesus. A programação desses ônibus ainda é bem tímida no fluxo dos estudantes para Santo Antônio de Jesus, a empresa oferece dois horários o de 7h e o de 12h30min, para Feira de Santana a cada duas horas e para Salvador a cada hora.
Outra opção de transporte é a Viação Jauá, que faz a linha Maragojipe – Salvador, porém não tem permissão para utilizar as instalações da rodoviária de Cachoeira, tornando assim uma alternativa frustrada aos estudantes.
Com isso surge a oportunidade dos carros alternativos como táxis e vans, que circulam entre as cidades e povoados vizinhos: Feira de Santana, Capoeiroçú, Conceição da Feira, São Felix, Muritiba, Sapeaçu, Cruz das Almas. Santo Antônio de Jesus com freqüência de 15 minutos, entre os horários das 6h e 18h, substituindo os ônibus convencionais por veículos de menor porte que tem horários mais acessíveis.
Atraso na rotina
A UFRB recebe alunos de vários lugares da Bahia, e é necessário transportes para essas localidades, com horários compatíveis com a universidade. Para suprir suas necessidades esses alunos se deslocam para cidades centrais rodoviárias do estado, como Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus, dessa maneira eles podem seguir para suas residências
“É horrível pegar ônibus para Teixeira de Freitas, porque tenho que pegar dois ônibus, um em Cachoeira que sai às 12h30min para Santo Antônio de Jesus, e outro às 23h para chegar à minha cidade.”, afirma Marina Morgana, aluna do curso de Jornalismo da UFRB.
VICTOR SOUSA

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