SEMINÁRIO DA PROPAE
VIRA ASSEMBLÉIA ESTUDANTIL
No dia 12 de novembro aconteceria no campus da UFRB de Cruz das Almas o quarto SEMAE (Seminário sobre Assuntos Estudantis) realizado pela PROPAE (Pró- Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis) que teria como tema “Projeto de Vida”. No entanto, o evento foi suspenso devido a protestos dos bolsistas do Programa de Permanência Qualificada (PPQ) e demais estudantes, que reivindicavam uma maior abertura desse espaço de discussão.
As reivindicações dos estudantes começaram antes da abertura do SEMAE, onde alunos do CAHL fizeram um abaixo assinado pelo aumento do total de copias de Xerox, que hoje é de apenas 25. Os bolsistas invadiram o seminário com apitos durante a fala do vice-reitor, suspendendo assim o seminário, transformando-o em uma assembléia estudantil para discutir assuntos pertinentes a problemas com as políticas afirmativas, e na própria estrutura da universidade.
Houve ocupação simbólica de 30 minutos na reitoria, e então se discutiu pautas para serem reivindicadas ao reitor. Entre elas estava o atraso no pagamento das bolsas, o restaurante universitário, que falta em diversos campi e não atende a todos os alunos, além da criação de um fórum que reunisse os estudantes de todos os centros de ensino para que fossem discutidos esses temas. As pautas foram apresentadas a Pró-reitora da PROPAE Rita de Cássia Dias que prometeu encaminhar ao reitor, mas criticou a falta de representação oficial dos estudantes, e disse que a maioria das pautas já eram conhecidas da reitoria e estavam sendo trabalhadas.
Rita de Cássia achou que a forma como se desenrolou o protesto foi precipitada, já que políticas de assistência estudantil é uma coisa nova no Brasil. Surgiram no ano de 2006. Para ela ao paralisar o evento os estudantes acabam perdendo o momento de discussão democrática. Rita também criticou a falta de organização dos estudantes, que não possuem um movimento estudantil, sendo que nem todos que estavam presentes concordaram com o protesto.
É o caso de Vanessa, aluna de Pedagogia da UFRB. Para ela esses problemas não poderão ser resolvidos na base do grito, pois há outras formas de se discutir esse assunto até porque a decisão da paralisação do seminário não foi de conhecimento de todos. Por outro lado, a estudante de museologia Zaine Gabriela viu com bons olhos o movimento. Na opinião dela esses novos estudantes envolvidos com a causa é um ponto importante para discutir assuntos essenciais para o bom funcionamento da instituição.
Jonas Pinheiro
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